Vampiro Avernus Mors
Vampiro Clã

Foi criado por Maharani Of Trannsilvanya 14.10.2006 às 09:48:31
Clã:
Descrição da personagem


Eu nasci em 760 a.C., filho de Faústulo e de Aca Larência. Minha história está, desde meu nascimento, marcada de um misto de mito e realidade, intimamente ligada a história da civilização ocidental.

Meu pai era pastor do rei Amúlio, um tirano que havia exilado seu irmão Numitor e mandado matar seus filhos para se tornar rei de Alba Longa. Ele então forçou sua sobrinha Réia Silvia a se tornar uma Virgem Vestal, impedindo-a de casar e ter filhos, assegurando assim seu lugar no trono. Conta a lenda que o deus Marte estuprou a virgem Réia e ela engravidou, tendo então dois filhos gêmeos. Amúlio, ao saber, mandou matar Réia e lançou os filhos no rio Tibre. As lendas contam que os dois meninos foram salvos e amamentados por uma loba até serem descobertos por meu pai, que lhes deu os nomes de Rômulo e Remo.

A verdade por detrás da lenda, no entanto, é completamente outra. A "loba" era na verdade minha mãe Aca Laurência, a quem muitos chamavam de "lupa" (que significava prostituta - dai o termo lupanar), devido ao seu grande apetite sexual. Mal sabem os mortais de que Larência era na verdade uma Lobanil (nome dado a fêmea do Lobisomem). Ela deu a luz a 12 filhos (apenas o sétimo nasceu Lobisomem), Ter muitos filhos era importante para meu pai, Faústulo, que costumava sacrificar seus filhos em rituais de fertilidade dos campos, a Lupercália. Normalmente os sacrifícios a Lupercus, deus da agricultura, consistiam de sacrificios de cães e bodes, mas meu pai acreditava que sacrificios humanos davam mais resultados. Por sorte ou destino eu não fui um dos sacrificados (sou o décimo filho).

Fui muito próximo de meus irmãos adotivos. Eramos inseparáveis. Rômulo era o mais manipulador e politizado, Remo o mais valente e brigão e eu, que não possuia sangue real, era considerdo por eles o mais esperto e criativo. Os dois entretanto eram líderes natos. Rômulo, em especial, era melhor em dar ordens do que em obdecer.

Quando atingimos a idade de estudar, fomos enviados para Gabias, para frequentar o centro universitário do Lácio. Mas quando regressávamos para nossa cidade, Remo, que havia se envolvido em rixas com alguns poderosos pastores da região, comandou um bando de camponeses jovens a pilharem e roubarem algumas cabeças de gado da manada de Amúlio, no Aventino. Os dois eram muito queridos pelos camponses e pelos pobres, que os viam como heróis, e odiados pelos oficiais que os viam como criminosos. Não demorou para que ambos tivessem uma considerável milícia. Um dia, os camponeses do rei capturaram Remo e conduziram-no a Alba.

Então meu pai revelou a Rômulo tudo aquilo que sabia acerca do seu nascimento. O jovem, comigo sempre fielmente ao seu lado, comandou os seus camaradas até Alba, forçou as portas do palácio, deu-se a conhecer a Amúlio, matou-o e libertou Remo. Depois instalou no trono o rei legítimo, Numitor, seu avô. Este, agradecido, ofereceu aos seus netos um território às margens do Tibre. Os dois gêmeos decidiram fundar aí uma cidade. Remo instalou-se no monte Aventino, e Rômulo no Palatino, onde cada um dos gêmeos consultou os oráculos para saber onde se fundaria as edificações da nova cidade. A Remo foi-lhe enviado como presságio seis abutres voando sobre o Aventino, enquanto a Rômulo, favorecido pela Fortuna, lhe surgiram doze aves.

Para demarcar o território da cidade, Rômulo logo traçou, em torno de Palatino, um grande sulco circular, demarcando o pomerium (recinto sagrado da nova cidade), com uma charrua (arado) guiada por dois bois brancos; a terra remexida simbolizava uma muralha e o sulco simbolizava o fosso. Esse sulco circular não era completamente fechado, apresentando interrupções onde seriam os portões da cidade. Proclamou então: "morto será aquele que violar esta fronteira!". Enciumado por não ter sido escolhido pelos presságios, Remo escarneceu do irmão, afirmando que o local era mal protegido. Para mostrar ao irmão que aquelas muralhas não valiam de nada, saltitou de um lado ao outro, ridicularizando a obra do irmão. Este, furioso, avançou com espada em punho para atacar Remo. Tanto eu como meu pai tentamos apartar a briga, mas falhamos...e meu pai foi mortalmente ferido. Mais irado ainda pela morte de nosso pai, Rômulo matou Remo com vários golpes de espada, o sacrifício sangrento necessário para fundação de Roma, deixando claro que quem infrigisse as leis romanas, sofreria as consequências. Rômulo enterrou Remo sob o Aventino e, posteriormente, arrependeu-se do assassinato, chorando a morte do irmão, mas o destino estava traçado. A rivalidade que sempre existiu entre os bairros da Roma antiga, Aventino e Palatino, é explicada pela divergência havida entre os dois irmãos, Rômulo e Remo. Nosso pai foi sepultado no local onde mais tarde se constituiria o Fórum. Sobre seu túmulo erigiu-se a estátua de um leão. Quanto a mim, jamais esqueci a brutalidade de que Rômulo era capaz, mesmo com alguém de seu próprio sangue. Desde então fiquei de olhos bem atentos a todas suas atitudes. Após a fundação de Roma em 753 a.C., Rômulo preocupou-se em povoá-la. Mesmo sendo seu meio-irmão, ele não me deixava ajudá-lo no comando da cidade, nem me deixou ser seu conselheiro. O poder o havia possuído. Como os recursos locais eram insuficientes, criou no Capitólio um refúgio para todos os banidos, exilados, devedores insolentes, assassinos e escravos fugidos da redondeza.

Com o objetivo de assegurar mulheres para seu povo, Rômulo convidou os sabinos, habitantes das regiões circunvizinhas, para presenciarem os jogos que estavam celebrando, e enquanto estes se realizavam, os romanos raptaram as mulheres sabinas (o "Rapto das Sabinas"). Centenas de mulheres foram tomadas à força para satisfazer os desejos e necessidades dos novos romanos. Eu mesmo me desposei de uma, chamada Laelia, uma mulher formidável. Mas aquele rapto não iria ficar impune. Antevendo um futuro sangrento e sombrio, elaborei, juntamente com minha amada, um plano sutil e estratégico, caso a necessidade surgisse. O plano tinha como elemento fundamental a alma e a personalidade das mulheres capturadas e o conhecimento que eu tinha sobre meu meio-irmão e meu conhecimento de diplomacia.

O invevitável aconteceu. Eclodiu a guerra, e os sabinos comandados por Tito Tácio sitiaram o Capitólio, então um posto avançado da cidade. Com a ajuda da traidora Tarpéia (filha de um general romano que mais tarde foi morta a escudadas pelos próprios sabinos), conseguiram penetrar no Capitólio. O sonho de Roma estava por um triz, e era hora de colocar em prática meu plano de emergência. Graças à intervenção pacificadora das mulheres cativas - entre elas Laelia, que me ajudou linderando-as - romanos e sabinos assinaram um tratado de paz. Tito Tácio e Rômulo passaram a governar em conjunto. A segunda geração romana foi, deste modo, uma mistura entre habitantes das colinas romanas, latinos e sabinos, fusão que resultou na origem da formação étnica do povo de Roma (os Quirites).

Depois da morte de Tito Tácio, Rômulo reinou sozinho durante 33 anos. Instituiu o Senado, criou a primeira legião, dividiu os cidadãos em patrícios e plebeus. Foi chamado Pai da Pátria. Aos 54 anos, enquanto passava em revista as tropas pelos Campos de Marte (Campus Martius), irrompeu terrível tempestade, acompanhada de um eclipse solar. Passada a tormenta, o rei tinha desaparecido. Segundo as lendas, ele teria aparecido, em sonho, a Próculo e revelado que tinha sido raptado pelos deuses e se havia transformado no deus Quirino. Este á e versão conhecida, entretando a verdade foi bem diferente da versão oficial.

Existem partes desconhecidas que não costam nos livros de história e mitologia. Tito Tácito na verdade foi assassinado a mando de Rômulo. Incapaz de dividir o poder, ele me mandou elaborar a morte de Tácio sem que ele pudesse ser envolvido de modo algum. Leal que eu era a ele, pedi para que meu irmão de sangue, Felicianus (o meu irmão Lobisomem), fosse o executor de Tácito. Nem Rômulo e nem Remo jamais desconfiaram da verdadeira natureza lupina de nossa mãe nem de nosso irmão Felicianus. Certos segredos deveram ser mantidos. Rômulo e seu irmão nunca foram muito ligados à nossa família - eles se sentiam superiores demais para serem comparados a meros camponeses. Apenas eu, dentre todos irmãos, recebiam a graça da atenção e companhia deles.

Outra parte desconhecida da história é que, depois da morte de Tácito, Rômulo passava seus dias com bebidas e orgias. Não tardou para começar a demostrar um interesse insistente por minha amada Laelia, a única mulher que ele nunca possuiu. Na época eu era um dos Senadores e passava um bom tempo ocupado cuidando do reino que estava crescendo cada vez mais. Certa noite encontrei minha esposa ferida e chorando. Ela havia sido seriamente assediada por Rômulo que tentou estuprá-la. Ela reagiu e ele desistiu da investida (segundo ela com remorso). Foi preciso muita lábia por parte de Laelia para que eu não fosse matar meu meio-irmão. Dei a ele uma advertência, de que ele jamais poderia chegar perto de Laelia sem que eu estivesse do lado dela e que jamais ele ousasse tocá-la, mesmo que por acidente. Prontamente ele concordou, engolindo seu orgulho e arrogância. Aparentemente ele ainda respeitava seu meio-irmão mais velho... ou assim eu pensava.

Uma semana depois do ocorrido, Laelia foi encontrada morta no quarto de meu irmão, acusada de tentar envenená-lo. Eu sabia que era mentira. Laelia jamais seria capaz de matar alguém. Os soldados de Rômulo logo me cercaram e fui levado a julgamento sob acusação de conspiração. Por meus serviços prestados e por ser seu meio-irmão, ele não mandou me executar, mas me baniu para sempre de Roma. Jurei vingança, não à Roma, que eu amava por ter ajudado a construir, mas à Rômulo, traidor e assassino. Até hoje me pegunto o motivo dele ter poupado minha vida. Suponho que seja porque no fundo ele sabia que todas as acusações eram falsas, mas acho que jamais saberei.

Expulso de Roma, comecei a vagar por terrenos desconhecidos e territórios bárbaros. Tive contato com Druidas celtas que me mostraram um mundo mágico que eu jamais conhecera. Meu interesse pelo oculto e pelo místico logo despertou e comecei a trilhar o caminho do misticismo. Aprendi muito com os sacerdotes egípcios e com os kâhin árabes. Rapidamente fui me tornando um feiticeiro.

Como Feiticeiro, entrei em contato com criaturas sobrenaturais como Lobisomens, Múmias, Fantasmas, Dragões e outras criaturas bem menos conhecidas (e algumas deverão continuar desconhecidas, se quisermos mantér a Realidade como a conhecemos). Entre as criaturas e seres que encontrei, as que mais me fascinaram foram os Vampiros. Criaturas imortais, extremamente poderosas e ainda assim repletas de limitações. Porém, os benefícios de ser um Vampiro valiam os custos. Foi assim que escolhi me tornar um Vampiro. Sim, escolhi! Não foi um mero acidente, nem jamais fui uma vítima indefesa...minha transformação se deu por escolha própria. Eu gosto de ser um Vampiro!

O tempo que levei com meu aprendizado místico e minha transformação em Vampiro, foi o tempo que Rômulo teve pra reinar até seus 54 anos. Quando ja estava poderoso o bastante, fui em busca de minha vingança. Foi minha magia que fez aquela poderosa tempestade de raios e trovões... foi meu conhecimento astronômico que permitiu escolher o dia de um eclipse solar, sabendo o pânico que isso espalharia em todos (sem contar que durante o eclipse eu poderia caminhar mesmo durante o dia). Foi meu conhecimento de magia druídica que fez com que o solo se abrisse sob os pés de Rômulo, tragando-o para dentro da terra. Ele teve uma morte agonizante, sufocando lentamente na terra molhada, entre vermes que eu havia convocado para penetrar em todos os orifícios de seu corpo. Para o resto do mundo ele havia desaparecido misteriosamente....mas eu sei, até hoje, onde está soterrado o corpo do fundador de Roma.

Esqueça aquilo que você sabe sobre Vampiros. Nem Bram Stoker e nem Anne Rice conseguiram nos retratar como realmente somos. Somos muito mais monstruosos e inumanos do que Anne Rice supõe e muito mais complexos e adaptáveis do que Bram Stoker imaginou. Nossos poderes são muitos, e embora os poderes citados por Stoker seham mais comumente encontrados em nossa espécie, alguns de nós conseguem desenvolver poderes mais variados. Eu, por exemplo, tenho a habilidade de me transformar em praticamente qualquer criatura, e ao longo dos séculos ja tive vários rostos. Minha imagem está limitada apenas à minha própria imaginação.

Ao longo dos séculos eu ja fui de tudo: Feiticeiro, Soldado, Senador, Cavaleiro, Filósofo, Alquimista, Pirata, Arquiteto, etc. Ja morei em praticamente todo canto deste vasto mundo: Itália, Grécia, Egito, Inglaterra, França, Espanha, Portugal, Escandinávia, Alemanha, Russia, China...vi civilizações e impérios surgirem e caírem. Em todos locais sempre me mantive no topo do poder...mas sempre nas sombras. O verdadeiro poder está no mistério, no segredo, nos bastidores.

Houve um tempo em que Lobisomens e Vampiros foram aliados. Não sei como esta guerra se iniciou, mas não ficarei mais parado vendo minha raça ser exterminada. Voltarei a trilhar o caminho do guerreiro mais uma vez. Irei caçar cada maldito Lobisomem que cruzar meu caminho. Até que está guerra termine em paz ou até que apenas uma das raças sobreviva.

Estatística
Total das preciosidades: 1.058.309,00 Litros de sangue
Vítimas mordidas (link): 14
Combates: 2343
Vencidos: 1863
Derrotas: 480
Empates 0
Ouro ganho: ~ 176.000,00 Ouro
Ouro perdido: ~ 30.000,00 Ouro
Pontos certeiros aplicados: 728905
Pontos certeiros sofridos: 571260
As propriedades de Avernus Mors:
Nível da personagem: Nível 75
Força: (139)
Defesa: (139)
Agilidade: (139)
Resistência: (139)
Habilidade: (116)
Experiência: (27550|28125)
As estatísticas da pagina ancestral Avernus Mors
Desafios tentados: 31
Desafios bem sucedidos: 15
Desafios falhados: 16
O guarda de Avernus Mors
Pequeno Demônio da Terra
Género de guarda: Pequeno Demônio da Terra
Nome do guarda: Pequeno Demônio da Terra
Ataque: (100)
Defesa: (100)
Resistência: (100)
Dados do perfil
Sexo: masculino
Idade: 31-40 Ano
Localidade: Latveria
Número ICQ: ---
MSN Messenger: ---
Yahoo Messenger: ---
Nome AIM: ---
Jabber ID ---
Skype ID ---
Arena

Avernus Mors ainda não atingiu um ranking especial na arena.
Avernus Mors criou até agora 7 Vampiros:
Vamppira Nível 51 Preciosidades 492254.64 Litros de sangue
Succubus Angelical Nível 1 Preciosidades 82 Litros de sangue
Nathanael Noranbuena Sanches Nível 1 Preciosidades 5 Litros de sangue
Vitoria Maldini Nível 1 Preciosidades 0 Litros de sangue
Johan Lavescu Nível 1 Preciosidades 0 Litros de sangue
Louis iFer Nível 1 Preciosidades 0 Litros de sangue
Enid Montreaux Nível 1 Preciosidades 0 Litros de sangue
 


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