Vampiro Romny_Bratske
Vampiro Clã

Foi criado por Ancestrais dos vampiros 12.07.2006 às 00:53:33
Clã:
Descrição da personagem
Irmãos das Sombras

A história dos Condes Romny Brats’ke
e Nicolae Drakkani

Foi há muito tempo. Tempo demais para que eu possa
descrever os mais ínfimos detalhes. Ainda lembro-me, embora
minha memória faça com que fragmentos desta história escapem
deste meu relato. Meu nome é Kramator e a partir de agora
deixarei minha últimas palavras sobre uma longa noite que
permaneci acordado...

Armadilhas de uma Paixão

Essa história começa numa noite tempestuosa e açoitada
pelos ventos rigorosos provindos certamente das águas
tenebrosas do Mar Negro. A chuva castigava as plantações
fazia quase uma semana, mas esta noite ela tornara-se
implacável. Claro que no castelo de meu senhor, Conde Romny
Brats’ke, isso pouco importava no momento. Mortais parecem
não preocuparem-se com questões futuras de sua sobrevivência,
como garantir o seu alimento para o amanhã. Pelo contrário,
era uma noite de festividades. O Conde Brats’ke recebia a
visita de sua futura esposa, a jovem Stefani Akven, cuja mão
fora prometida por seu pai – um rico mercador de carne bovina
das terras belgas – ao Conde como símbolo de união e bom
relacionamento entre a rota mercantil que o Senhor Akven
traçara e que cruzavam os campos do Condado Brats’ke para
chegar até a zona portuária, onde encheria navios com seus
produtos e os conduziria até a entrada das terra dos
sarracenos.
Stefani era uma jovem muito atraente, que facilmente era
capaz de balançar o coração de um rapaz jovem e ingênuo. Meu
senhor foi traiçoeiramente pego numa armadilha cruel tecida
por esta rapariga calculista e sedutora. Enquanto sua família
e o Conde iniciavam preparativos para a festa de casamento, a
meretriz já deitara-se com outro. O amante que a mulher
mantinha em segredo era o Conde Nicolae Drakkani, um nobre
que administrava as terras vizinhas de Brats’ke.
Preciso reconhecer que esta donzela me surpreendia em
sua estratégia e sangue frio. A safada jogava com os dois
lados: ajudava a família a adentrar nas terras de Brats’ke e,
ao mesmo tempo, preparava o campo para tornar-se soberana de
seu próprio domínio. Até onde dispus-me a constatar, o plano
era por demais simples. Nada que fizesse um bom político
sentir remorso. Primeiro Stefani casava-se com Romny. Algum
tempo se passaria até o seu corpo ser encontrado após uma
“morte natural”. Como única beneficiada da morte do Conde, as
terras dele tonar-se-iam suas. Terras que ela entregaria aos
pais – o Condado de Brats’ke seria agora regido pelo Conde
Akven – para correr para os braços de Drakkani e sentar ao
seu lado como condessa, apenas aguardando o momento certo
para torna-se mais uma vez viúva (sinceramente, guardo
profundas dúvidas sobre a sinceridade dos sentimentos que
Stefani dizia possuir em relação a Drakkani).
Sempre ajudei ambos os condes servindo-lhes como
conselheiro durante as grandes colheitas e diante de
impecílios criados pela Igreja (que nunca se cansa em tentar
arrancar o máximo número de dízimos de seus vassalos).
A sociedade mortal nunca pareceu-me atraente como objeto
de curiosidade. Eu conhecia seu funcionamento e há tempos
eles jamais mudaram. Era uma gama simples de conhecimentos
que a tornavam tão desinteressante: corrupção, traição, medo
e todos esses méritos repulsivos que eles orgulhosamente
chamam de “alma”.
Voltando a história, acho que os planos de Stefani
fracassaram quando ela não soube medir o quanto Drakkani
estava apaixonado por ela. Fato este que certamente foi
responsável pelo Conde Ter invadido a cerimônia matrimonial
montado em seu corcel negro e impedido o casamento, raptando
a moça alegando que ela já pertencia a ele. Sem dúvida, seria
preciso ver para compreender o quão profunda era a raiva que
transparecia pelos olhos de Romny. Ele deveria estar
explodindo de ódio por dentro. Mas a ação tão repentina e
inesperada pareceu tê-lo deixado perplexo demais para agir ou
pensar coesamente.

Confronto Sangrento

É claro que Brats’ke jamais deixaria tal insulto passar
em vão. Imediatamente declarou guerra ao seu vizinho e jurou
pisar em seu crânio para subir ao altar com Stefani.
Um longo período de guerra arrastou-se entre os dois
condados. As colheitas, já castigadas pelas chuvas, foram
perdidas em grande parte, pois a maioria dos homens foram
convocados às armas. Assim, dentro de quase um ano, a
população de ambos os domínios encontravam-se esfomeadas,
doentes e desoladas. O que antes eram ruas fervorosas com
carroças ziguezagueando entre as casas e crianças brincando
entre as vielas transformaram-se em um depósito sombrio e
repugnante de corpos moribundos. A fome e as pestes
espalhavam-se como relâmpagos em uma tempestade pelas
famílias e animais.
dias. Tratava-se de uma questão simples: um confronto direto
entre ambos os condes resolveria a situação e tudo acabaria
rapidamente. Mas eu não poderia permitir que uma situação tão
oportuna escapasse às minhas mãos. Haveria melhor maneira de
tornar a vida de um vampiro cansado mais agradável que
divertir-se em ver criaturas tão deprimentes sofrendo até
desejarem a própria morte? Eu ansiava por essa chance, não há
como negar.
lado de ambos, instiguei a prolongação da guerra. Não foi
nada fácil, creiam-me. Convencer partes diferentes sobre sua
posição, aconselhar pontos vitais para assegurar o maior
número de desgraças futuras, desviar a atenção dos curiosos,
criar novas motivações... tudo foi necessário para garantir
que esta grande intriga fosse mantida até o final. Sim, pois
ela teve um final... o final conforme eu tracei... conforme
eu desejei.
Obviamente esta guerra poderia ter durado pouquíssimos
Por isso, valendo-me de minha posição privilegiada ao
Inúmeras vezes arrisquei minha imortalidade apenas pelo
prazer de poder estar dentro de ambos os castelos enquanto um
conde sitiava o outro e eu pudesse conversar com tão sábios
estrategistas. Cada um a sua maneira, é verdade, mas eu
apreciava ambos com igual deleite. Drakkani fascinava-se pela
frieza, malícia, coragem e convicção. Brats’ke era mais
sábio, dedutivo, brilhante e honrado. Sobretudo, a paixão
pela conquista sobressaltava-se nos dois, e isso seduziu-me
Devo julgar como um prazer à parte dominar a mente de Stefani
e atrair tanto Drakkani quanto Brats’ke para minha fortaleza
pessoal no campos desabitados do sudoeste. Lá, propiciei uma
recepção calorosa para ambos, onde dezenas de servos
previamente preparados. Quando finalmente os dois encontraram
no pátio, uma iminente batalha travou-se com insuperável
fúria.
De um lado, a espada de Brats’ke golpeava lateralmente
enquanto as palavras do Conde pareciam ser desferidas com
mais vontade de atingir o oponente que sua própria arma. De
outro, Drakkani revidava os ataques com investidas selvagens
dirigidas à cabeça de Brats’ke, enquanto igualmente retribuía
as estocas provindas de sua boca com dizeres ainda mais
perturbadores.
As nuvens novamente fundiam-se no manto negro da noite e
uma chuva tranqüila passara a purificar aquele momento. Foi
interessante observar as poças d’água tornarem gradativamente
vermelhas ao redor dos dois lutadores e, embora o sangue
começasse a jorrar de maneira mortal, nenhum deles pareciam
dispostos a abandonar a vitória mesmo que para isso fosse
necessário um sacrifício que ninguém presenciaria. Ou assim
eles pensavam...
Finalmente, um golpe certeiro de Brats’ke abriu um
terrível corte na barriga de Drakkani. Porém, antes que os
intestinos deles fossem completamente expulsos de seu
interior pelos outros órgãos que pareciam procuraram sair do
seu corpo, uma estocada frontal penetra pelo abdômen de
Brats’ke e, após perfurar seus pulmões, permanece presa mesmo
até quando as mãos de Drakkani soltam o cabo e seu corpo
despenca sobre a chão molhado, num baque sem vida.
Acontecimento que se repete em seguida, quando Brats’ke
caí de joelhos e encontra-se ao lado de seu inimigo entre a
água e o sangue quente que banham o piso de arenito do pátio
interno.

Revelações Sombrias

Creio que foi um choque e tanto para ambos acordarem,
dias mais tarde, deitados em camas luxuosas. Cuidei para que
as duas camas ficassem de frente uma para a outra e os dois
permanecessem acorrentados à parede pelos pulsos. Embora
estivesse fracos, mais tarde aquelas correntes seriam úteis,
eu tinha certeza.
Meus servos os alimentavam e tratavam de suas feridas
todos os dias. Dias estes que eles passaram com longas
discussões, verdadeiras canções para meus ouvidos.
Quando constatei que já estavam revigorados o suficiente para
andarem novamente, resolvi finalmente aparecer para eles. A
face de espanto num misto de incompreensão e pavor que notei
em cada um satisfez minha teoria de que eles não haviam
percebido nada durante este tempo todo. Após silenciarem suas
bocas do bombardeio de insultos e maldizeres sobre mim,
calmamente expliquei minha presença ali. Digo, expliquei para
eles sobre minha REAL presença ali.
Atônitos com a revelação, Brats’ke e Drakkani ouviram
minhas palavras. Não sei quanto tempo falei, mas contei tudo
o que havia para ser dito. Contei sobre o que eu era e sobre
como eram os outros que viviam como eu, se alimentando dos
vivos. Ensinei-lhes sobre o sangue, sobre a besta e até mesmo
expus nossos mitos. Não foi preciso muito para comprovar a
veracidade daquelas histórias... bastou uma breve mordida em
cada um deles para que eu me deliciasse com alguns goles de
vitae enquanto eles comprovavam o que eu dizia.
Nada parecia-me mais justo que, além de exibir minha
notória existência, compartilhá-la com ambos. Claro, eu
jamais faria isso sem ensinar-lhes um pouco mais sobre certos
assuntos que deveriam entender para ingressarem em sua
jornada pela escuridão.
Iniciei as “aulas” com instrumentos simples: tesouras,
cordas e algumas navalhas para causar hemorragias e hematomas
no tórax, e rapidamente serem cauterizado com bastante
álcool. Eu precisava limpar o sangue mortal deles, retirar as
impurezas que carregavam para que pudessem tornar-se
verdadeiramente minhas crias puras.
Também os deixei imersos em grandes banheiras cheias de
leite durante seis noite; desenterrei alguns cadáveres semifrescos
para que eles comessem partes pútridas e vermes que
as devoravam; privei-os da luz do dia, ordenando que meus
lacaios lançassem pequenos fachos da luz do dia através de
uma das janelas do quarto ocasionalmente para que ela lhes
causassem bastante repudio; e, por fim, coloquei cada um em
um caixão e deixei que passassem dois dias no porão,
respirando por pequenas fendas.
Após certo tempo, julguei que estavam praticamente
prontos para tornarem-se meus filhos das trevas. Restavamlhes
duas últimas provações: a primeira, na verdade um
presente de minha parte, levei-os para visitar a antiga razão
de sua rivalidade, Stefani, que julgou que ambos estavam
mortos e fizeram exatamente o que eu previra – e ainda se
casara com um almofadinha imbecil apenas por ele ser primo do
príncipe. Brats’ke e Drakkani esqueceram a rixa após
percorreram seus antigos territórios e principalmente depois
de escutarem da boca dos aldeões que aqueles eram os condados
do Conde Akven e da Condessa Akven.
Conduzindo-os até o castelo de Stefani, ou melhor, o
velho castelo de Drakkani, os dois prontamente entraram pela
porta principal e deixaram um rastro de sangue de morte pelos
corredores até entrarem no quarto do casal, decapitarem o
marido e estriparem Stefani.
Após o feito, retornaram até a carruagem onde eu os
aguardava. Vinham com as mão sujas de sangue, mas contentes e
satisfeitos. Eu também estava. Agora sabia que restava apenas
uma condição para abençoar a ambos...

Abismos da Loucura

O primeiro foi Brats’ke. Fizemos tudo na noite seguinte:
novamente minha carruagem o deixou em frente ao castelo,
desta vez o seu próprio (ou que um dia fora). Cortando o
ventre da mulher e abrindo o estômago do esposo, o Conde
retirou seus intestinos e usou-os como corda para amarrarlhes
pelo pescoço e deixá-los jogados pelo lado de fora do
castelo. Um sinal, para que o povo soubesse que a lei havia
voltado – e agora ele seria severa. No dia seguinte, pela
manhã, 2/3 das plantações foram incendiadas, 2/3 do gado foi
abatido e vendido para os húngaros, e como dízimo por terem
“acreditado em caluniadores”, Brats’ke instituí ao povo o Ano
da Fome.
Na noite posterior, preparei Drakkani para sua prova
final. Dispensei meus lacaios, com exceções de dois guardas,
que mantinham vigiada no lado externo do casarão, pois os
gritos poderiam perturbá-los e isto me obrigaria a ter que
arranjar novos subalternos rapidamente, e eu não tinha tempo
disponível.
Levei Drakkani até o porão. Ele estava vendado e ordenei
para que aguardasse de pé por um momento, enquanto eu
arrastava o caixão onde eu já o tinha prendido algumas vezes.
Certamente ele pensou que eu retornaria a fazer isto naquele
momento, mas ele estava muito longe da verdade. Eu trouxe
comigo também uma cadeira, a qual posicionei no canto do
recinto e sentei da maneira mais cômoda que pude. Em seguida,
disse para que ele tirasse a venda. Quando o fez, Drakkani
arregalou os olhos e instintivamente recuou. Diante dele eu
havia deixado o caixão destampado com Stefani deitada
desnuda.
“Possua-a.”, eu disse. Ele relutou, gritou e disse que
nunca ousaria fazer uma coisa tão abominável. Mas, quanto
mais ele olhava para o cadáver, mais eu podia ver em seus
olhos como ele usava de todas as suas forças para frear seus
impulsos. Eu repeti novamente “Possua-a”. E foi preciso
outras e outra vezes, até que Drakkani – a essa altura,
recostado sobre a parede oposta a mim, acocado no canto e
chorando – entregou suas forças humanas e começou a adentrar
no mundo que eu desejava... ele consumiu minha requisição e
cumpriu sua sina, jogando fora, pouco a pouco, o que restavalhe
de sanidade, que perdia-se no vazio igualmente como suas
lágrimas perdiam-se entre o chão úmido do porão.
Quando meu espetáculo particular acabou e Drakkani
jogara-se contra a parede urrando e buscando explicações
sobre a sua atitude, eu pacientemente levantei de meu assento
e dirigi-me até o corpo de Stefani. Abaixei e retirei do
interior de meu manto uma pequena faca, a qual usei para
retirar daquele objeto deprimente a única coisa que ainda me
interessava.
Com as mão sujas pelo sangue da meretriz, guardei a faca
e toquei no ombro de Drakkani dizendo-lhe “Tenho um último
pedido para ti, minha criança... um pedido que o colocará
dentro do grande manto acolhedor das sombras para qual desejo
que seja entregue. Por isso veja” – puxei seu corpo de modo
que olhasse para o cadáver mutilado de Stefani – “Saiba agora
que quando você tirou a vida daquela que um dia foi sua
amante, também tirou a vida da criança que ela trazia em seu
ventre.” – mostro-lhe o feto ensangüentado que segurava em
minha mão – “Um filho. SEU filho. E tu o mataste”.
Drakkani nada dizia. Estava perplexo demais para reagir
a qualquer coisa que eu dissesse. Ele tinha desistido de
tentar lutar contra a loucura que parecia decidida a
assombrar-lhe até arrastar sua mente para um abismo de trevas
absolutas, do qual ele já estava imerso e condicionado a
nunca mais retornar.
“Vamos findar isto. Esquecer o passado e iniciar uma
nova vida. Até hoje, sua vida foi um grande erro. Mas eu
posso dar-te a chance de criar uma nova. Você quer ter uma
nova vida?” – perguntei-lhe.
“S-s-sim.” – ele disse. “Então peço-te que tomes este
que é símbolo daquilo que ainda te fazes um ser humano e
consuma-o para que possas abraçar completamente a tua nova
vida. Uma vida onde tu não precisarás sofrer, pois poderás
ser tu quem determinarás quem e como cada um irá sofrer.
Venha, abraças as sombras e fazes o que te peço.” – estendi
minhas mão segurando o feto em frente ao seu semblante
estático. Ele hesitou, olhou profundamente nos meus olhos,
observou o sangue que tingia minhas mãos... até que estendeu
as suas até que tomou o pequeno pedaço de carne e o ingeriu
inteiro, ficando com os lábios manchados de sangue e os olhos
perdidos em um mundo sombrio do qual nunca retornará.

Renascimento

Algumas noites mais tarde, levei os dois até o velho
Campo Elísio da região, onde duas covas aguardavam-lhes sob a
sombra tétrica de uma árvore seca. Recitei as palavras
adequadas enquanto sinalizava com as mãos para que os dois
deitassem-se no interior dos buracos. Disse para que se
ajoelhassem e recitassem alguns versos que lhes ensinara. Ao
final, mergulhei sobre o pescoço desprotegido de Brats’ke e
cravei minhas presas com voracidade em sua jugular. Foi
indiscritível drenar sua essência. Ela era mais doce que a de
qualquer mortal que eu já provara anteriormente, e isso
agradou-me.
Quando restou poucas forças em seu corpo e a vida
começava a abandonar sua carne, deitei-lhe sobre a terra
úmida e abri sua boca em direção ao céu negro daquela noite
gélida. Seus gemidos agonizantes formavam uma canção gótica
em sintonia com os versos que Drakkani continuava a recitar.
Ele continuou a proferi-los até que saltei sobre seu pescoço
e repeti o mesmo ato prazeroso que acabara de realizar com
Brats’ke. Deixei-lhe na mesma posição e saí de sua cova,
postando-me em pé entre as duas sepulturas abertas.
Após rasgar meus pulsos com meus caninos, ainda
ensangüentados, estendi cada braço sobre uma das covas e
tomei a posição que certamente Jesus Cristo mantivera quanto
permaneceu pregado à cruz e o vitae pingava de suas veias. O
meu, entretanto, não destinava-se ao chão, mas sim à boca de
meus filhos. À medida que meu vitae percorria suas gargantas,
eu podia ouvir o sopro silencioso da vida se esvaindo e o
ronco estridente da trevas tomando conta de seu novo ser.
Estava perpetuada a linhagem das sombras e restava-me apenas
finalizar o ritual. Coisa que fiz e seguida, com a pá que
previamente deixara posiciona a meu lado e que agora usava
para soterrar seus corpos ainda em convulsão.
Já estava quase amanhecendo quando foi surpreendido em
meus aposentos pelas figuras imundas dos dois Condes. Tiveram
superado com êxito a iniciação. Iniciação esta que tomei a
liberdade de acrescentar um detalhe peculiar que julguei
torná-la mais interessante: além de enterrá-los, depositei
pesados blocos de mármore sobre suas covas para simbolizar
seu funeral mundano completo. Mas, eles haviam saído e vindo
ao meu encontro. Como eu julgara que seria e como eu desejei
que fosse...
Nos próximos anos, Romny Brats’ke e Nicolae Drakkani
serviriam como meus Laucheurs e passaríamos longas noites
conversando sobre a imortalidade. Jogávamos partidas de
xadrez enquanto conduzíamos nossas sessões. Tive a
oportunidade de apresentar-lhes a grandes irmãos das sombras
e outros representantes de nossa seita. Logo eles mostraramse
merecedores de ingressarem e tornarem-se verdadeiros
arquitetos desta grande fraternidade, provando que eram
portadores de um espírito obstinado a construir os mais
firmes alicerces de nossa irmandade.

Danação

Acredito que meu maior erro tenha sido tornar-lhes tão
apaixonados pela imortalidade e pelo poder que propiciei que
nossos elos se afinassem a cada ano, até que finalmente
partiram por completo. Fui dado como morto em uma cilada no
norte da África armada pelos Patrícios e toda a influência
que existia sobre meus filhos dissipou-se. O que nenhum
vampyr sabia é que foram minhas próprias crias que causaram
tal “acidente”.
Dividindo meus domínios entre si, Brats’ke e Drakkani
organizaram os Lasombras como nunca havia sido feito antes,
de modo que a Espada de Caim pudesse rivalizar e até se
sobrepor facilmente aos Patrícios e outros imortais abjetos
da Camarilla. Conhecendo Leila Monroe, Conde Vladimir
Rustovich e Lutz Persson, uns dos mais influentes e poderosos
organizadores da Espada de Caim, ergueram postos avançados ao
longo das fronteiras do Império Russo com a Europa e
conquistaram grandes focos que antigamente estavam sobre
controle da Camarilla.
A sorte de Brats’ke e Drakkani mudou quando foi
encontrado o meu corpo na África. Ao ir ao encontro de ambos,
na Catalunya, estava furioso e tentei reaver tudo o que
tomaram de mim, inclusive minha dignidade. Porém, não pude
completar minha vingança pois outros irmãos impediram-me.
Entretanto, Romny e Nicolae foram chamados à Paris pelo
Conselho dos Morcegos e julgados pelos nossos membros mais
antigos. Ambos foram condenados pelo crime injustificável de
minha tentativa de assassinato. Porém, eu não fui capaz de
abandoná-los a um fim miserável que eu mesmo havia sido
responsável pelo acontecimento. Interferi na sentença,
clamando que a culpa de seus crimes fosse reavaliada devido
aos meus próprios erros.
Eu sabia que interferir na decisão dos Morcegos seriam
um ato arriscadíssimo, pois a crueldade de tais irmãos era
por demais lendária para com desrespeito às suas autoridades.
Mas, sentia que era minha obrigação honrar minha culpa e
estava decido a pagar pelo que fora minha falha. Desse modo,
todas as posses européias e russas de Brats’ke e Drakkani
foram retiradas e ambos foram forçados a partirem para o novo
mundo. Enviados para desbravar as terras em nome da Espada de
Caim. A vida precária e as lendas sobre criaturas
sobrenaturais por demais bizarros tornaram as novas terras
uma espécie de “castigo” para um vampyr exilado.
Sem nunca mais poder retornar à Europa, os dois
estabeleceram-se nas bandas do campo sulista do Brasil, onde
existiam fatores mais propícios ao seu estabelecimento (o
clima era mais agradável que no restante daquelas terras e os
mortais eram naturalmente contra leis secretamente
implantadas pela Coroa da Camarilla).
As últimas informações que chegaram aos meus ouvidos
foram que Brats’ke e Drakkani mantiveram-se isolados durante
um longo tempo, vivendo reclusos em estâncias gaúchas, onde
criaram uma poderosa rede comerciante entre os criadores de
gado do Rio Grande do Sul. Jamais saberei ao certo se
escolheram esta reclusão para que pudessem refletir sobre seu
passado ou se estariam planejando futuras conquistas.
Terminarei minha crônica por aqui. Espero que estas
palavras cheguem até suas mãos, meu amigo, pois és o último
que ainda pode restaurar nossos antigos ideais. Procure meus
filhos; eles erraram no passado, mas não tenho dúvidas que
serão responsáveis pelo sucesso de nossos anseios.
Ouço passos na rua e sei que meus carrascos chegaram...
O que será que a escuridão reserva para mim ?
Está na hora de enfrentar a ira dos Morcegos...
Estatística
Total das preciosidades: 15.216,58 Litros de sangue
Vítimas mordidas (link): 51
Combates: 32
Vencidos: 11
Derrotas: 21
Empates 0
Ouro ganho: ~ 0,00 Ouro
Ouro perdido: ~ 0,00 Ouro
Pontos certeiros aplicados: 797.4
Pontos certeiros sofridos: 2741.11
As propriedades de Romny_Bratske:
Nível da personagem: Nível 10
Força: (20)
Defesa: (20)
Agilidade: (20)
Resistência: (20)
Habilidade: (20)
Experiência: (427|500)
As estatísticas da pagina ancestral Romny_Bratske
Desafios tentados: 0
Desafios bem sucedidos: 0
Desafios falhados: 0
Dados do perfil
Sexo: masculino
Idade: 20-25 Ano
Localidade: Porto Alegre
Número ICQ: ---
MSN Messenger: ---
Yahoo Messenger: ---
Nome AIM: ---
Jabber ID ---
Skype ID ---
Arena

Romny_Bratske ainda não atingiu um ranking especial na arena.
Romny_Bratske criou até agora 18 Vampiros:
DAFT Nível 30 Preciosidades 154265.3 Litros de sangue
Scream_Right Nível 18 Preciosidades 50655.02 Litros de sangue
Nerull Nível 15 Preciosidades 38379.96 Litros de sangue
Bombador Nível 13 Preciosidades 29498.18 Litros de sangue
Kahil_Kakren Nível 3 Preciosidades 945 Litros de sangue
Matenesco_Dielo Nível 3 Preciosidades 873 Litros de sangue
Fenux Maximuns Nível 2 Preciosidades 622 Litros de sangue
Gardien Heriot Nível 2 Preciosidades 404 Litros de sangue
Vincent Lakan Nível 2 Preciosidades 37.05 Litros de sangue
Dark_Stalker Nível 1 Preciosidades 0 Litros de sangue
flambos Nível 1 Preciosidades 0 Litros de sangue
Karsh Nível 1 Preciosidades 0 Litros de sangue
Jay_Kay Nível 1 Preciosidades 0 Litros de sangue
tu_ganha_algo Nível 1 Preciosidades 0 Litros de sangue
The_Dark Nível 1 Preciosidades 0 Litros de sangue
Arkradon Nível 1 Preciosidades 0 Litros de sangue
dieGobrankiN Nível 1 Preciosidades 0 Litros de sangue
DieMarshall Nível 1 Preciosidades 0 Litros de sangue
 


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